Finais de temporadas também vêm junto com as notícias de se os canais norte-americanos irão ou não cancelar os programas exibidos. Em homenagem a dona bolinhos (HÁ!), resolvi organizar os pensamentos e as tantas listas de seriados que foram renovados e – infelizmente ou não – cancelados. Por isso, irei logo chocar e lançar a lista das canceladas. Lembrando: estas são apenas as principais séries.
Séries canceladas:
A Gifted Man (CBS)
Alcatraz (FOX)
Are You There Chelsea? (NBC)
Awake (NBC)
Breaking In (cancelada mesmo depois de ter sido resgatada pela FOX)
Chuck (final já exibido pela NBC)
CSI: Miami (CBS – E, vamos combinar, já estava na hora!)
Desperate Housewives (Em sua última temporada pela ABC)
Good Christian Belles, GCB (ABC – Estrelada pela ex-popular Leslie Bibb)
Harry’s Law (NBC)
How to be a Gentleman (CBS)
How to Make it In America (HBO)
Hung (HBO)
I Hate My Teenage Daughter (FOX)
Luck (HBO)
Man Up (ABC)
Missing (ABC – Protagonizada por Ashley Judd, e com qualidade de cinema, uma pena.)
One Tree Hill (Última temporada anunciada pela CW)
Pan Am (ABC – Outra pena, por ter um enredo bem diferente e um elenco bem trabalhado.)
Prime Suspect (NBC) Ringer (CW – Protagonizado por Sarah Michelle Gellar)
Rob (CBS)
Terra Nova (FOX)
The Closer (Última temporada anunciada pela TNT)
The Finder (FOX)
The Firm (NBC)
The River (ABC)
The Secret Circle (CW – Seriado baseado nas obras de L.J. Smith, a mesma de Vampire Diaries.)
Unforgettable (CBS)
Work It (ABC)
E, para a nossa alegria (hahaha), há aquelas queridinhas (e outras não tão merecedoras) que foram renovadas para outras temporadas. E, claro, sempre há aquelas em dúvida, principalmente por serem exibidas no período de mid-season. Vamos ver a lista!
Séries renovadas:
2 Broke Girls (CBS)
30 Rock (NBC)
90210 (CW)
American Dad (FOX) American Horror Story (FX)
Being Human (SyFy)
Blue Bloods (CBS)
Boardwalk Empire (HBO)
Bob’s Burgers (FOX)
Body of Proof (ABC)
Bones (FOX)
Boss (Starz)
Breaking Bad (AMC)
Californication (Showtime)
Castle (ABC)
Community (NBC)
Cougar Town (ABC – Resgatada pelo canal TBS)
Criminal Minds (CBS)
CSI: Las Vegas (CBS)
CSY: NY (CBS)
Dexter (Showtime)
Don’t Trust The *** of the Apartment 23 (ABC – Com James Van Deer Beck)
Downtown Abbey (iTV)
Drop Dead Diva (Lifetime)
Enlightened (HBO)
Falling Skyes (TNT)
Family Guy (FOX)
Fringe (FOX)
Game of Thrones (HBO)
Glee (FOX)
Gossip Girl (CW – Só foram encomendados 11 episódios para a última temporada.)
Grey’s Anatomy (ABC)
Grimm (NBC)
Happy Endings (ABC) Hart of Dixie (CW – E podem esperar a “hell of an episode” do season finale. É o que os autores avisam e vai ao ar essa semana!)
Hawaii Five-0 (CBS)
Hell on Wheels (AMC)
Homeland (Showtime)
House of Lies (Showtime)
How I Met Your Mother (CBS)
It’s Always Sunny in Philadelphia (FX)
Justified (FX)
Last Man Standing (ABC)
Law & Order: SVU (NBC)
Leverage (TNT)
Life’s Too Short (BBC2) Lost Girl (SyFy)
Luther (BBC)
Mad Men (AMC)
Magic City (Starz)
Make It or Brake It (ABC Family)
Merlin (BBC)
Mike & Molly (CBS)
Misfits (E4)
Modern Family (ABC)
Napoleon Dynamite (FOX)
NCIS (CBS)
NCIS: Los Angeles (CBS)
New Girl (FOX) Nikita (CW)
Once Upon a Time (ABC)
Parks and Recreation (NBC)
Parenthood (NBC)
Person of Interest (CBS) Pretty Little Liars (ABC Family)
Private Practice (ABC)
Raising Hope (FOX)
Revenge (ABC)
Scandal (ABC)
Smash (NBC)
Shameless (Showtime)
Sherlock (BBC)
Sons of Anarchy (FX)
South Park (Comedy Central)
Southland (TNT) Suburgatory (ABC)
Supernatural (CW)
Spartacus (Starz)
The Big Bang Theory (CBS)
The Cleveland Show (FOX)
The Good Wife (CBS)
The Killing (AMC)
The Mentalist (CBS)
The Middle (ABC)
The Office (NBC)
The Simpsons (FOX)
The Vampire Diaries (CW)
The Walking Dead (AMC)
Touch (FOX)
Two and a Half Men (CBS)
Treme (HBO)
Up All Night (NBC)
Weeds (Showtime)
Whitney (NBC)
Workaholics (Comedy Central)
Mas é preciso lembrar que as emissoras mudam de ideia, assim como aconteceu na temporada passada com Breaking In (QUE teve uma 2ª temporada), ou no caso de Cougar Town (até então resgatada por outro canal, a TBS). Um dos meus seriados favoritos, Awkward, da MTV, justamente por ser exibido em época de mid-season, ainda não anunciaram uma 3ª temporada. A 2ª estreia dia 28 de junho, e logo depois já pode ser vista online.
Esta resenha é do segundo livro da trilogia Jogos Vorazes. Se você ainda não leu o primeiro livro, sugiro que procure outra resenha para ler, ou siga adiante por sua conta e risco. E que a sorte esteja sempre a seu favor. ;)
Todo mundo sabe que, diferente de muita gente por aí, não sou fanática pela série. Considero bem escrita, inteligente, boa de ler, mas não acho excepcional. O que não me impede de ser feliz, continuar lendo e gostando dos livros – apenas não amo loucamente, oras.
Digo isto porque dividi Em Chamas em duas partes. A primeira metade é boa, mas quase fez com que eu desistisse de ler. Culpa da Katniss, que está muiiiito chata. Claro que ela tem muito do que reclamar com razão, mas têm coisas que só fizeram com que ela caísse no meu conceito… Mas só até a segunda parte, que salva completamente o livro!
Depois de quebrarem a principal regra dos Jogos Vorazes – que diz que deve existir apenas UM vencedor -, Katniss e Peeta se vêem em uma situação muito complicada. Isso porque o Presidente Snow, de alguma forma, sabe que eles estão fingindo – ou, pelo menos, que Katniss está.
Com isso, ela recebe um ultimato: ou consegue convencer Panem inteira de que tudo é serio e não um ato contra a Capital, ou terá de sofrer as consequências. E a grande chance de cumprir sua parte está na turnê da vitória. Só que as coisas não saem exatamente como Katniss planejou.
De uma hora pra outra Catnip se tornou um símbolo de resistência para os habitantes dos diferentes distritos. Mesmo sem ter a exata noção do que fez, seus atos (nos Jogos e na própria turnê) trouxeram esperanças para o povo e algumas confusões começam a aparecer e a complicar ainda mais sua vida.
Para completar o cenário desesperador, os 75º Jogos Vorazes se aproximam e, com eles, o Massacre Quaternário, que acontece a cada 25 edições e sempre traz uma surpresa bizarra para os competidores. E, mais uma vez, quando os Jogos começam é que a história ganha ainda mais fôlego.
[Faço uma pausa para lembrar que os vencedores tornam-se mentores dos tributos de seu distrito a partir do ano em que vencem.]
Pelo livro ser narrado em primeira pessoa não somos oniscientes, o que torna tudo ainda mais emocionante! De repente você consegue esquecer que Katniss estava sendo uma mala sem alça no início do livro e só quer chegar logo ao final – que é absolutamente surpreendente!
AH! Para as fãs de Gale o livro é um prato cheio! Temos MUITO até demais do rapaz na primeira parte da história, o que só serve para apimentar o “triângulo amoroso” e dividir ainda mais a torcida da galera. Mas calma, fãs do garoto do pão… Temos MUITO Peeta também. E uma Katniss perdida no meio dos dois.
Além de nossos personagens queridos e já conhecidos (Cinna, vem desenhar aqui em casa!), somos apresentados a outros igualmente adoráveis (ou irritantes e odiosos). Acho que vale destacar Beetee e Finnick, que detestei no início e adorei no final.
A verdade é que quem adorou Jogos Vorazes vai AMAR Em Chamas. As partes de ação estão ali, mas recheadas de momentos de reflexão, dúvida e a famosa cutucada da autora em nossa sociedade.
Já falei e repito: o final é surpreendente. Confesso que algumas coisas eram imagináveis, mas descobrir tudo junto com Katniss dá mais impacto. E desespero.
Meu A Esperança está aqui, esperando sua vez de ser lido. Como não sou surtada pela série, consigo esperar um pouquinho entre um livro e outro. E acho que isso me faz bem, porque consigo amadurecer a história na cabeça e ir mais empolgada para a próxima – e última – parte.
Não preciso ser fanática para reconhecer todos os pontos positivos (e alguns negativos) da série. E, se não ficou claro, não tem como NÃO recomendar a trilogia – pelo menos depois de ler os dois primeiros livros! Então, leiam e descubram se farão parte do time dos fanáticos, dos que gostam (como eu) ou dos poucos que detestaram. :)
A rotina de um jornalista é mesmo muito estressante. Meus coleguinhas de profissão – como a Juh e a Bee – podem confirmar isso. E para aguentar tanto estresse, muitos acabam se rendendo aos vícios. Café e cigarro são os mais comuns, mas também têm aqueles que não dispensam uma boa dose de álcool. O protagonista do filme “Diário de um Jornalista Bêbado” (“The Rum Diary“, no original) é um exemplo dos que adoram encher a cara.
Baseado no romance homônimo do escritor americano Hunter S. Thompson, o longa conta a história de Paul Kemp (Johnny Depp), um escritor que está passando por uma fase não muito criativa e, por isso, deixa os EUA para trabalhar em um jornal quase falido em Porto Rico. Para piorar, ele ainda assume a coluna de horóscopo e tem que lidar com o neurótico editor chefe Lotterman (Richard Jenkins), que implica com sua bebedeira excessiva e faz de tudo para conseguir contatos convenientes para o jornal não falir. Na redação, Kemp conhece Bob (Michael Rispoli) e Modburg (Giovanni Ribisi), um jornalista com uma aparência decadente também devido ao seu vício compulsivo pelo álcool, só que num nível mil vezes pior do que Kemp. Eles passam a dividir um apartamento e logo se tornam amigos, dividindo uma rotina repleta de rum e outras bebidas.
Kemp conhece também o milionário Hal Sanderson (Aaron Eckhart), um homem ambicioso com intenções duvidosas que acaba o colocando numa missão comprometedora. A situação se complica ainda mais quando o jornalista se apaixona pela belíssima Chenault (Amber Heard), noiva de Hal. Mas é justamente através de todos esses acontecimentos que Kemp volta a ter inspiração para escrever.
Dirigido por Bruce Robinson, o filme e o livro do qual foi adaptado são vistos como uma autobiografia do próprio escritor Hunter Thompson. Ele foi o criador de um estilo novo de jornalismo nos anos 1960, o chamado Jornalismo Gonzo, que acaba com a distinção entre autor e sujeito, e ficção e realidade. Ou seja, ele colocava suas próprias vivências e opiniões pessoais nos textos.
O ponto forte do filme são as características dos personagens, que se mostram completamente inconsequentes diante da vida e, principalmente, a sutil crítica feita a sociedade norte americana. A ambição, o alcoolismo para curar o fracasso e a forma como os porto-riquenhos são retratados, parecendo ignorantes e violentos. Essa crítica se torna ainda mais forte quando observamos a época em que a história se passa, no final da Segunda Guerra e início da Guerra Fria, em que o capitalismo e a globalização estavam começando a se intensificar. Tudo isso com uma dose de ironia e humor, com cenas que rendem boas gargalhadas.
É interessante notar também como o filme aborda a questão do jornalismo como sendo algo que não é levado a sério e extremamente suscetível a falhas e corrupções, principalmente na época em questão, onde o combate ao comunismo era forte, alguns países sofriam com o fim da guerra e o preconceito era intenso. Já na questão técnica, a fotografia e principalmente a direção de arte merecem destaque. Como na cena em que os três amigos usam um tipo de droga e passam a ter alucinações com línguas gigantes, por exemplo.
Talvez o longa tenha pecado apenas em misturar muitos estilos diferentes num mesmo roteiro. Vemos cenas de suspense, comédia, romance e drama e isso pode ter ficado um pouco sobrecarregado e confuso para um único filme que, inclusive, não é muito grande.
A escolha do elenco foi inteligente e o trio de amigos bêbados interpretados por Johnny Depp, Michel Rispoli e Giovanni Ribisi interagiu muito bem. Inclusive, a cena protagonizada por Depp e Rispoli no carro é a mais engraçada de todo o filme. Aaron Eckhart também funcionou bem no papel de uma espécie de vilão charmoso e manipulador, assim como Amber Heard na pele da sedutora Chenault.
Mas já era de se esperar que fosse Depp o mais aclamado. Com um “quê” de Capitão Jack Sparrow (impossível não fazer uma associação com o marcante personagem, mesmo que a semelhança entre eles não seja tão grande assim), o ator consegue criar um personagem engraçado, sexy e irônico que já desistiu de lutar contra a bebida e passou a aceitar como parte de si mesmo. Entretanto, o mais curioso no escritor, é que apesar de sua veia cômica ele tem um forte apelo dramático ao mostrar seus conflitos internos e o dilema entre a paixão pelo jornalismo e, ao mesmo tempo, a falta de crença na profissão.
Além disso, não foi à toa que o ator interpretou o alter ego de Thompson. Os dois foram muito amigos e se uniram pelas afinidades, pela mesma forma de pensar, principalmente em relação as críticas ao sistema. Antes do filme em questão, Depp já havia atuado na outra adaptação de um livro do escritor, o “Medo de Delírio em Las Vegas“.
“Diário de um Jornalista Bêbado” é um filme interessante e divertido que retrata a rebeldia e os problemas de uma época difícil, mostrando que o vício pode ser uma válvula de escape das consequências de nossos próprios sonhos. Um filme que critica a falta de valores da sociedade capitalista, em que tudo e todos têm um valor a ser pago, e que mostra os efeitos que essa mesma sociedade causa em cada tipo de pessoa. Afinal, como diz a frase de Oscar Wilde citada por Kemp: “Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada”.
Ficha Técnica
Título Original: The Rum Diary Duração: 120 minutos Gênero: Drama/Comédia País/Ano: EUA/2011 Direção: Bruce Robinson Roteiro: Bruce Robinson Fotografia: Dariusz Wolski Trilha Sonora: Christopher Young Elenco: Johnny Depp, Amber Heard, Aaron Eckhart, Giovanni Ribisi, Richard Jenkins, Amaury Nolasco, Michael Rispoli, Marshall Bell.
“Pior do que conhecer um Serial Killer, é um Serial Killer conhecer você”. A frase ao lado, retirada da sinopse do livro, já dá uma boa ideia do que nos aguarda.
Muita ação, mistério e o perigo sempre à espreita. Júlio Fontana é delegado da pequena cidade de Novo Salto. Viúvo, pai de uma jovem de 18 anos e responsável por manter a ordem na cidade, vê sua vida mudar radicalmente quando o carro de sua namorada é encontrado abandonado em um posto de gasolina.
De uma hora para outra sua vida vira de pernas para o ar e todas as pessoas que ele ama correm perigo. Todas correm o risco de aparecerem mortas, brutalmente assassinadas.
Júlio se vê perseguido e enrolado por um assassino louco, frio e implacável. Nada do que ele faz parece ser suficiente para impedir que seu mundo continue desmoronando. E, como se isso não bastasse, seu relacionamento com Laura, sua filha, vai piorando aos pouquinhos – o que faz com que seja ainda mais difícil protegê-la.
72 Horas Para Morrer é um thriller frenético, instigante e tenso… Muito tenso! A impressão geral é que nem tudo e nem todos são o que parecem, o que te impossibilita de prever um desfecho para a história.
Sem preconceitos, fiquei realmente feliz por encontrar um livro policial nacional com uma boa história, apesar de ter algumas ressalvas.
O título é completamente atraente, mas acho que pra quantidade de coisas que acontecem 72 horas é muito pouco! Não consegui “trazer pro mundo real” todos os acontecimentos em apenas 3 dias.
Fora isso, algumas atitudes de Júlio foram bem surreais para não dizer ilegais e acho que mancharam muito a dignidade do personagem, me fazendo questionar se era mesmo dele que eu deveria ter pena. E Laura por vezes se comportava como uma mimada insuportável e quase me fez desejar que fosse a próxima vítima [Brincadeirinha, hehehe. Mais ou menos].
O último outro ponto imperfeito – porque não acho que o que disse até agora seja necessariamente negativo – é o desfecho da história. É, de fato, surpreendente e explicado, mas acho que trouxe um elemento extra para a história que poderia ser dispensável, já que apareceu só no final. Mas, realmente, foi a melhor explicação possível para o caso naquele momento.
Como muitos livros da editora, falta uma revisão mais cuidadosa, mas ainda assim, levando em conta tudo o que comentei, fiquei positivamente surpresa com o livro. Acho que não esperava uma história que me prendesse e me deixasse até levemente assustada.
Com certeza não é um livro para estômagos fracos! As descrições são detalhadas e os acontecimentos arrepiantes. Um bom título nacional que recomendo para todos os fãs de thrillers e literatura policial. Agradeço ao autor pelo envio do exemplar e pela grata surpresa que foi a leitura. :)
O Livros & Bolinhos surgiu por um único motivo: minha paixão por livros. Resenhas, indicações, entrevistas e tudo ligado ao fascinante universo das páginas literárias você vai encontrar por aqui.
Mas como nem só de livros vive o ser humano, seriados e filmes também ganham seu espaço com duas convidadas e amigas muito queridas - a Bee e a Mari, que você pode conhecer melhor na Hora do Chá.
Então, pegue seu bolinho e fique à vontade para navegar. Afinal, a casa também é sua! ;)