
Sabe aquele filme que te prende do início ao fim e ainda vem como uma dose extra de tensão? É exatamente esse o caso de “Millennium – Os Homens que não Amavam as Mulheres”.
Baseado no primeiro livro da trilogia Millennium, do jornalista sueco Steig Larsson, o filme é um mix de histórias paralelas que se cruzam. Primeiro conhecemos Mikael Blomkvist (Daniel Craig), um jornalista investigativo que trabalha na revista Millennium e enfrenta um processo na justiça por ter publicado um artigo difamando um grande magnata industrial.
Um dia, ele é procurado por Henrik Vanger (Christopher Plummer) para investigar o desaparecimento de Harriet Vanger (Moa Garpendal), sua sobrinha que sumiu há 36 anos e a polícia nunca conseguiu desvendar o acontecimento. Mikael aceita o trabalho e acaba recebendo a ajuda de Lisbeth Salander (Rooney Mara), uma misteriosa e excêntrica investigadora particular. A partir daí é que tudo começa a se desenrolar e percebemos que o filme não tem apenas um protagonista.
Dirigido por David Fincher (de “Clube da Luta” e “A Rede Social”) o longa tem cenas extremamente pesadas e violentas que chegam a dar agonia, mas, apesar de serem fortes, são eficientes ao fazer com que sintamos junto com os personagens as emoções e os sentimentos das cenas. A construção da narrativa funcionou como um ótimo artifício para o suspense do filme e o tornou bastante envolvente.
Entretanto, para quem não leu o livro (como eu), o filme soou um pouco confuso em alguns momentos e rápido demais. São muitas as informações que são explicadas superficialmente e isso pode fazer com que o espectador se perca em vários momentos, mas nada que comprometa o entendimento da história em si.
A versão de Fincher não é a primeira adaptação cinematográfica do livro. Já existe a versão sueca da trilogia lançada em 2009 e que fez bastante sucesso. Não posso comprar porque ainda não vi, mas sei que muitos ficaram com receio do lançamento da versão americana justamente porque a sueca foi muito elogiada e de grande sucesso de crítica.

Um dos motivos da comparação entre o filme sueco e o americano é a atriz que deu vida a Lisbeth. A atriz sueca Noomi Rapace foi muito elogiada e a expectativa era a de que Rooney Mara não fosse conseguir interpretá-la tão bem quanto Noomi. Mas, em minha opinião, Rooney surpreendeu e muito. Quem vê o rosto meigo da atriz não imagina o quanto ela podia se tornar tão radical.
E a caracterização da personagem é realmente muito bem construída. Uma mulher introspectiva, misteriosa e extremamente inteligente e perspicaz. E o mais interessante é que apesar de não se vestir de forma feminina, a personagem mostra que tem sim uma feminilidade que não consegue esconder em determinados momentos e também um lado mais sensível por trás da imagem da mulher indestrutível. E é justamente essa personagem que eu considero o trunfo do filme.
Daniel Craig também está muito bem como Mikael. Ele e Rooney tiveram bastante entrosamento e a cumplicidade de seus personagens é realmente muito visível, como se um completasse o outro. Mas confesso que achei o envolvimento amoroso dos dois bastante artificial, como se fosse uma obrigação ter um toque romântico no filme.
Já os detalhes mais técnicos, a trilha sonora e a fotografia merecem destaque. A música é bastante intensa e as imagens com tons meios escuros e foscos refletindo o caos interno dos personagens e suas angustias. Em relação ao título, a versão em português talvez tenha pecado um pouco, pois, para os mais atentos, pode funcionar como spoiler (o título em inglês é “The girl with the dragon tattoo”).
Enfim, fazendo uma avaliação geral, apenas como um filme e não como uma adaptação, o longa é um suspense interessante e com uma história bastante envolvente. Mesmo que seja longo (quase três horas), não se torna cansativo. Possui cenas fortes, mas de maneira alguma gratuitas. Além disso, para quem não leu os livros, o filme também deixa com uma vontade tremenda de ler e entender mais da história. Vale a pena conferir.
Ficha Técnica
Título Original: The girl with the Dragon Tattoo
Duração: 158 minutos
Gênero: Suspense
País/Ano: Alemanha, Suécia, Reino Unido, Estados Unidos / 2012
Direção: David Fincher
Roteiro: Steven Zaillian, baseado no livro de Stieg Larsson
Fotografia: Jeff Cronenweth
Trilha Sonora: Trent Reznor e Atticus Ross
Elenco: Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander), Stellan Skarsgard (Martin Vanger), Robin Wright (Erika Berger), Christopher Plummer (Henrik Vanger), Goran Visnjic (Dragan Armansky), Embeth Davidtz (Annika Blomkvist), Joely Richardson (Anita Vanger), Joel Kinnaman (Christer Malm), Yorick van Wageningen (Nils Bjurman), Matthew Wolf (Tech Clerk), Moa Garpendal (Harriet Vanger)
Mariana Keller assistiu a este filme a convite da Companhia das Letras.
E a resenha do livro você pode ler clicando aqui.





















Mariana Keller está no último período de jornalismo e é fotógrafa nas horas vagas. Apaixonada por cinema, resenha filmes e não vive sem música. Sonha em ser documentarista e viajar pelo mundo.



Tenho vontade de ver este filme, mas ainda não li o livro. Então, acho vou demorar um pouquinho pra assistir.
Sua resenha me animou a ve-lo.
Bjos, Flávia
@flaviacalil
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Oi
Todo mundo falando sobre essa série, mas não sei se é para mim. Acho que não vou ver o filme, não gosto muito de cenas pesadas e violentas :)
Gabi
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Eu já assisti a versão sueca do filme e gostei bastante. Não sei se vou assistir essa, acho que prefiro ler o livro. Acho que vou comprar os livros com a orelha, porque me dá um tique nervoso por causa de livros que não tem KKK
Eu sei, eu sou muito estranha e louca. Enfim, adorei sua resenha, e apesar de eu não estar muito afim de ver, você me animou bastante :)
Bjs,
Bi.
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Muito boa sua resenha, Mari. Estou bem ansiosa pra assistir a esse filme. O livro já entrou pra minha lista de favoritos.
Gostei muito da versão sueca do filme, e acho que só me interessei pela versão americana por se tratar de David Fincher no comando.
Quanto ao título, parece que o nome em português é o mais próximo do original, em sueco, que traduzido seria “Os homens que Odeiam as Mulheres”. Em inglês que eles mudaram bastante, tanto no livro como no filme.
Beijinhos
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Juh Oliveto
8 de fevereiro de 2012 às 11:56 AM
Oi Janine,
Respondo pela Mari: o título em português é a tradução fiel da sueca, mas o título do filme americano é ‘The girl with the dragon tattoo’, assim como o livro em inglês. ;)
Beijocas!
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Gostei desse filme, mas ainda prefiro o Sueco!!
beeijos
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estou louca pra ver esse filme, só vejo elogios !
já li o livro e gostei, então acho a adaptação deve
estar bem legal.
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Nossa, eu vi o trailler desse filme quando fui assistir missão impssivel, to muito ansioso, parece ser massa, vou dar um jeito de assistir.
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Oi.
Ta todo mundo falando desse filme. Falando tão bem.
Uma vez comecei a assistir a outra versão, mas peguei na metade e fiquei confusa. Mas to louca pra assistir esse.
Mais do que isso,quero ler logo os livros.
Muito boa a resenha, muito bem explicada.
:*
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Olá :)
Esse filme eu vou ver *-*
Rooney Mara é uma excelente atriz (Recomendo o Remake de “A Hora do Pesadelo”)
Abraços
http://www.rimasdopreto.com
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Eu adorei esse filme, é realmente aquele tipo de filme que nos prende do começo ao fim!
Estou super ansiosa para ler os livros!
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Eu quero muito ver esse filme. Já ouvi muito que ele não é pra minha idade -15-, por causa de algumas cenas e etc.
Ainda sim, com tantas pessoas falando bem desse filme, a minha vontade só aumenta :D
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Li o primeiro livro da série e amei essa adaptação, não assisti a versão sueca, mas ouvi dizer que ela é mais forte do que a americana então não pretendo ver, afinal os americanos já adaptaram os momentos fortes bem demais.
Amei a Rooney Mara como Lisbeth, ela é uma personagem muito profunda e a atriz conseguiu interpretá-la super bem!
Mas concordo para que quem não leu o livro pode ficar um pouco confuso no filme!
Beijos,
Gabi
Mundo Platônico
http://gabiiem.blogspot.com/
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Já li e assisti Os homens que não amavam as mulheres, mas não foi a versão americana. Curiosa!
Você assistiu a outra versão?
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Juh Oliveto
8 de fevereiro de 2012 às 7:54 PM
Millena,
A Mari disse na resenha que ainda não viu, hihihihi.
Beijos!
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Ah, eu também gostei muito do filme e adorei sua resenha. Escrevi sobre esse filme semana passada e lendo o que vc escreveu vi como fiquei encantada com a Rooney e esqueci de falar do Daniel, do entrosamento deles…achei isso massa na sua!
http://www.letrasdecha.com.br/2012/02/em-cartaz-4-millennium-os-homens-que.html
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Também vi o filme sem ter lido o livro e para mim foi uma surpresa ter gostado tanto. Apesar das 3 horas de duração, não se torna cansativo meeeesmo. Não vi a relação de Mikael e Lisbeth como algo romântico, era apenas sexo, mas bem… no final vemos que alguém acabou se envolvendo demais e isso sim, eu achei apelativo. Saí do cinema correndo pra livraria, ler a trilogia é a meta da minha vida agora #exagerada
Beijos,
http://whosthanny.com/
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Tava com medo de ter algum spoiler e corri pros comentários. Obrigada, Juh. Agora vou voltar pra ler. Hahua
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Eu não sei o que eu faço com tanta coisa em volta de ‘Os Homens que não amavam as mulheres’. Acho que só vou poder falar algo mais depois que ler o livro.
Livro ->Filme2009 ->Filme 2012
Mas essa critica me animou muito. :D
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Esse filme é sensacional, o David Fincher soube refilmar a versão sueca, mas reformular ela em vários pontos. Não consigo dizer qual das duas é melhor. Escrevi recentemente sobre o livro e os filmes no blog, mas sou bastante parcial com essa obra, fazia tempo que não gostava tanto de uma série.
Quanto ao título, gostei que não seguimos a tradução americana, o título sueco foi adotado pela maioria dos países e demonstra a essência do livro, não é de modo nenhum um spoiler.
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Não sabia que esse filme durava quase 3hs. É muito tempo.
Estou louca para assistir, mas ainda não está no cinema da minha cidade. Assim que chegar, vou correndo.
A sua descrição do filme está maravilhosa. Percebi essas imagens escuras e ficou muito legal.
Esse trailler conquista qualquer um.
Fiquei imaginando um romance aí mesmo, tinha que ter né.
E vou assitir o filme antes de ler o livro.
Beijão Mari
PS: Amando essa campanha da trilogia Millennium aqui no Livros e Bolinhos!!!!
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Bom… Tenho que ler antes de ver o filme… E OMG… 158 MINUTOS ? O.o espero que não fique cansativo de assistir :/ Mas se bem que, filme com Daniel Craig é sempre um espetáculo *u* Resenha incrivel, otima resenhista cinematográfica :D
Bjiin Fofa
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Esse título é um “pequeno” spoiler. Gostei muito mais do título original. A Lisbeth é uma personagem incrível! [Spoiler on] Mas achei a relação entre ela e o Mikael muito fútil. Pra mim foi simplesmente que a Lisbeth estava com vontade de “fazer” e pronto. Nada mais. [Spoiler off]. Como nunca li o livro achei o filme um pouco confuso. Pensei que apenas eu tinha me sentido assim. Pelo visto não estou sozinha nessa. Para eu conseguir entender tudo acho que CPU precisar assistir novamente.
Tefinha (http://aminhadimensao.blogspot.com/)
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tô pensando em ler o volume 1 ainda esse mês :D fiquei meio ansiosa quando vi a capa, gostei bastante… ótimo post! beijãao, amo o L&B
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Eu vi versão sueca primeiro e fiquei com medo de ver a estadunidense achando que nem ia se comparar e tal, mas na verdade o Daniel Craig foi muuuuito melhor Blomkvist do que o sueco pra mim.. Tudo bem que eu não imaginei ele loiro e galã como o Daniel é, mas.. uahehuaeuhaehu
Acho que as duas Lisbeths foram muito boas, mas eu prefiro a Noomi (versão sueca) porque ela bate mais com a ideia que eu tive dela. O que eu não gostei foi que eles colocaram várias cenas que deveriam estar só no segundo filme pro primeiro e falaram demais sobre a história dos próximos livros :~
beeijos! adorei o post :)
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Definitivamente, pra quem não leu o livro o filme deixa com muita vontade. Foi assim que eu saí do cinema. Adorei o filme, mas preciso do livro para entender a história em detalhes.
Também não vi a versão sueca, mas vou procurar pra ver também.
Beijos
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Que polêmica esse título virou aqui, não? Sobre o filme, não vou assistir, vou comprar o livro e acho que vai ser muito melhor. Eu achei a caracterização das duas personagens(do filme sueco e do americano) perfeitas. Aliás ficou bem parecida, até. Será que vão fazer filme do segundo livro?
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Tá todo mundo falando desse filme e do livro!
Eu combinei de ir assistir com minhas amigas fim de semana passado, mas desistir porque eu quero tentar ler o livro antes! E acho que só vai dar depois do Carnaval!
E quando eu falo o nome desse filma para as pessoas elas ficam tipo: “Que nome de filme é esse?” haha
xoxo, Isa =*
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O que mais me chamou a atenção foi Rooney Mara!
Que transformação! Ela foi a primeira coisa que me prendeu no cartaz! WOOOW!
Também gosto basntante do trabalho do Daniel Craig (Casino Royale! – apesar de ele não ser o meu James Bond favorito).
Mariana, ADOREI a sua resenha, com certeza uma das minhas favoritas até hoje. Parabéns! :)
Beijos :*
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Quando eu vi o box dos livros, morri de vontade de comprar. Só depois foi que fiquei sabendo do filme (gente antenada é outra história kkkk).
Adorei a resenha. Acho o Daniel Craig um ótimo ator e não vejo a hora de ver o filme.
Obrigada pela dica, Mariana.
=*
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meudeus, uma xará de nome e sobrenome :O
como pode isso?
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Eu já assisti o filme e agora só falta ler o livro!
Só vou ler pois do Carnaval!
A propósito, BOM CARNAVAL pra todo mundo ;)
xoxo, Isa =*
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