
O livro “On the Road”, de 1957, do escritor americano Jack Kerouac é baseado em experiências pessoais do próprio autor e é considerado um ícone da Geração Beat. O movimento era formado por artistas que buscavam inspiração em viagens com apenas uma mochila nas costas regadas a bebidas, sexo, música e drogas.
“Na Estrada” (“On the Road”, no original) era um dos filmes mais esperados deste ano e, até ficar pronto, ficou encalhado por um bom tempo nas mãos de grandes cineastas.
Marlon Brando foi o primeiro a pensar em adaptar a obra, mas não vingou. Dez anos depois da morte de Kerouac, em 1979, Francis Ford Coppola comprou os direitos cinematográficos do livro. Ele e o filho convidaram vários roteiristas e diretores para tentar levar a obra aos cinemas e, novamente, nenhum deles conseguiu concretizar. Até mesmo Gus Van Sant foi escalado, mas também abandonou o projeto no meio do caminho.
Finalmente, depois de anos, foi Walter Salles que conseguiu terminar a missão. O cineasta brasileiro, diretor de clássicos como “Central do Brasil”, despertou a atenção de Coppola após a exibição de seu outro importante trabalho, o longa “Diários de Motocicleta”, no festival de Sundance em 2004.
Assim como qualquer adaptação cinematográfica, esta também não foi perfeita. E no caso deste livro especificamente seria ainda mais difícil essa cobrança devido ao estilo literário de Kerouac. Assim como a temática da história, seu texto é livre, sem forma, sem parágrafos, sem pausas. Um estilo que revolucionou a literatura norte-americana e que jamais poderá ser reproduzido fielmente através de imagens.
O roteiro narra a trajetória de Sal Paradise(Sam Riley), um aspirante a escritor de 23 anos que mora em Nova York. Após a morte de seu pai, ele conhece Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um ex-presidiário completamente desprovido de moralismos. Os dois se tornam grandes amigos e, em plena década de 40, partem numa viagem pelos Estados Unidos em busca de liberdade e, consequentemente, autoconhecimento.
Em suas quase 2 horas e 20 minutos de duração, o filme é um pouco arrastado em alguns momentos. Talvez pela construção do roteiro de Jose Riveira (também parceiro de Salles em Diários de Motocicleta) que começou com um ritmo bom, mas depois acabou ficando repetitivo e passou por momentos importantes do enredo sem dar muita importância.
Se tratando de um road movie é mesmo muito difícil conseguir retratar toda a história sem que o filme fique longo. Mas as cenas de sexo excessivas, caprichadas nos closes, como tentativas de ousar e captar a essência daquela geração poderiam ser facilmente substituídas por uma maior contextualização da trama dos personagens.
Sendo assim, grande parte do elenco acabou sendo mal aproveitado, contando com participações marcantes e de alta qualidade, porém curtas. Como por exemplo, Viggo Mortensen na pele do poeta Old Bull Lee e Alice Braga no papel de Terry, a namorada de Sal. Já Kirsten Dunst no papel de Camille, uma das mulheres de Dean, ganha um pouco mais de espaço, mas, ainda assim, não é muito explorada.
O destaque fica mesmo com o trio principal: Sam Riley, Garrett Hedlund e Kristen Stewart. Riley interpreta com uma ótima simplicidade Sal Paradise, o alter ego de Kerouac. Com um ar mais reservado, o jovem, mesmo que também participe das aventuras, parece ser mais um observador. E isso pode ser relacionado com sua paixão pela escrita, o fazendo prestar atenção nos mínimos detalhes para depois registrar cada acontecimento. Garrett Hedlund ficou com o papel mais complexo, na pele de Dean Moriarty, o rapaz transviado que inspirou Sal a escrever. A primeira vista, podemos achar que o ator não faz muito o perfil do personagem, mas ele se mostra bastante a vontade e dá a dose certa de carisma e impulsividade para Dean.
Entretanto, quem mais surpreendeu foi Kristen Stewart. A atriz que ficou marcada pela sem graça atuação em “Crepúsculo” conseguiu, desta vez, mostrar um pouco mais de expressão e personalidade na pele de Marylou, uma menina de 16 anos com ar de ninfeta aventureira e que se envolve com os dois rapazes. Além disso, também se mostrou corajosa ao encarar cenas de nudez.
Além das atuações, Walter Salles acertou na fotografia e na trilha sonora. O jazz aceleradíssimo foi uma das principais fontes de inspiração para os beatniks. E o diretor ainda demonstrou bastante sensibilidade no belíssimo encerramento do filme.
Apesar de faltar um pouco mais de contextualização do movimento e dos próprios personagens, e poder assustar um pouco pelo excesso de sexo e drogas “gratuitos”, Salles conseguiu nos fazer sentir na pele a emoção desses espíritos viajantes. Além disso, é motivo de orgulho saber que um cineasta brasileiro foi o único a conseguir concretizar o desejo antigo de adaptar o manuscrito para a sétima arte.
Título Original: On The Road
Duração: 137 min
Gênero: Drama
País/Ano: EUA/2012
Direção: Walter Salles
Roteiro: Jose Rivera
Fotografia: Eric Gautier
Trilha Sonora: Gustavo Santaolalla
Elenco: Kristen Stewart (Marylou), Amy Adams (Jane), Viggo Mortensen (Old Bull Lee), Kirsten Dunst (Camille), Garrett Hedlund (Dean Moriarty), Alice Braga (Terry), Sam Riley (Sal Paradise).
















Mariana Keller está no último período de jornalismo e é fotógrafa nas horas vagas. Apaixonada por cinema, resenha filmes e não vive sem música. Sonha em ser documentarista e viajar pelo mundo.

putz ainda não vi o filme… queria ter lido o livro antes de ver o filme, mas acho q isso n sera possivel… to super curiosa
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Estou lendo esse livro, por causa do Salles! Adoro os filmes dele! *-*
Uma pena que não chegou no cinema aqui em Aracaju e eu vou ter que esperar sai em dvd. =/
Beijo,
milalices.blogspot.com.br
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O filme parece ser muittoo legal, não sabia que era adaptado de um livro. Legal saber :D
Vou ver com certeza.
ótimas considerações suas, você falou sobre o filme sem mostrar um preconceito sobre a Kristen (eu também não gosto dela como atriz em alguns filmes, mas me irrita essa parada de que só porque o filme tem ela no elenco que será uma merda).
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A resenha como sempre está muito bem feita, mesmo que eu não concorde com quase nada =x
Achei “Na Estrada” bem, mas bem chatinho. Tive a impressão que o filme recomeçava a cada sequencia, para morrer em seguida, infinitamente. Nem vou relacioná-lo com o livro porque não vejo nada do livro no filme. Walter Salles faz um filme pior que o outro. Da fase gringa só “Dark Water” se salva.
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Ansiosa para ver o filme e principalmente ler o livro.Fantástica essa temática, embora simples mas por isso mesmo complexa e tão artística. A arte de escrever foi o que me atraiu…
Provavelmente não será o mesmo que o livro, mas assim mesmo me pareceu Artístico e informal.
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Já tinha visto algumas coisas sobre esse filme, mas na verdade ele não me interessa.
Legal saber que foi uma adaptação de um livro. E legal também saber que Kristen Stewart conseguiu tirar a fama de atris sem sal dela, pelo menos pra quem assistiu esse filme :)
Beijos
Geê – almaleitora.blogspot.com
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Quero muito ler o livro e o filme,gostei muito da resenha nossa pensei que i filme não fosse tão grande são 2 horas de filme.
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Eu fiquei com o pé atrás para assistir esse filme por causa da kristen Stewart. Nunca vi um filme que a atuação dela tenha sido boa ou que ela não tenha contribuído para a má qualidade do mesmo (eu não a acho uma boa atriz), mas não fazia ideia que tinha o livro.
Acho que vou me arriscar meso no livro, mas adorei a resenha ^^
http://autoracarolinaribeiro.blogspot.com
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Oi!!!Adorei o seu blog!Além de livros tem filmes,etc,etc,etc…Vou até indicar no meu blog!
Bjs
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Nossa, desde que vi trailer do filme fiquei pensando em como seria legal assistir e ver se o destinos desse pessoal chegaria a alguma coisa kkk
Ainda não vi, mas saber que o filme é do tipo chato (não pela resenha, mas pelos comentários)fico com ainda mais vontade de ver, principalmente pela resenha *-*
E concordo com você: Kristen é tão sem sal kkkk
Bjks
Paty
http://abajurdepapel.blogspot.com.br/
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Ainda não li o livro e nem vi o filme, mas espero muito fazer os dois em breve!
Parece ser bem legal, e acho que pelo trailer é parecido com “Na Natureza Selvagem” (que por coincidência é com a Kristen ;D)!
xoxo, Isa ;*
PS.: Acho muito bom a Kristen aceitar esses papeis desafiadores, pra mostrar que ela não é inocente como a Bella!!!
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Uau, que resenha! Ouvi falar muito do autor, do livro e do filme nesses últimos meses, mas confesso que antes eu nem sabia o que era. Quero ler o livro antes de assistir e ver o que vai dar. Acho que vou gostar =D.
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Nunca tinha ouvido falar do livro antes, agora fiquei curiosa para ler e para ver o filme.
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Que resenha incríve!Nunca vi igual!:D
bjs!
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Resenha PERFEITA! *-*
Já havia visto o trailer do filme e fiquei bastante curiosa… Mas depois dessa resenha tenho que dizer que minha curiosidade triplicou. E ainda mais por querer ver a atuação de Kristen Stewart. x)
Mas não lí o livro ainda, então acho que o filme vai esperar um pouquinho ainda até que eu leia. haha
Beijos :*
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Gostei bastante do filme, do clima da hístória. Realmente, a Kristen Stewart esteve bem melhor que em Crepúsculo, mas continuo achando-a sem sal, ainda semelhante à Bella…
Não li o livro (ainda), mas é um dos que estão na minha listinha de “preciso muito ler”.
bjo
escrevendoloucamente.blogspot.com
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Gostei muito e concordei com cada palavra. Estou lendo o livro agora e já assisti ao filme, após certo tempo me conformei e adaptei ao estilo arrastado, não chega a ficar insuportável já que tem sempre algo importante acontecendo. Eu amei a narrativa do Sal Paradise ao fundo de algumas cenas, a citação de algumas passagens que grudam na mente fazendo todo sentido. A única coisa que não consigo gostar é da Kristen, achei que houve um exagero sim das cenas de sexo, e acho que ela fez mais isso do que se expressou, acabou ficando ofuscada e, para mim, sem graça como sempre. Mas o filme é uma obra sensacional, adorei ver a Alice Braga em cena e quando ele termina a ultima letrinha na maquina de escrever quase me levantei pra aplaudir.
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Eu tava esperando há muito tempo por esse filme, mas sabia que era impossível o filme ser fiel ao livro, ter o mesmo feeling, mas até que gostei. Também acho que houve um exagero na quantidade de cenas de sexo. Porém confesso que dava um sorrisinho sempre que um quote do livro aparecia. Queria ter visto mais da Terry :( uma das minhas partes favoritas do livro é a que ela entra. E FINALMENTE a Kristen atuou alguma coisa.
:*
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Eu acho que vou assistir esse filme hoje! \O/ Hahahahaha
Adorei sua review, só me deixou com mais vontade. E fiquei feliz que você falou que a Kristen mostrou mais expressão xD
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Não gosto de assistir filmes que tem a Kristen Stewart.
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A Kristen eternizou o rostinho dela como a Bella de crepusculo, confesso que bate um certo preconceito em relação a ela. Ainda não vi o filme, e não verei sem antes ler o livro, estou ansiosa (;
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Estou lendo o livro agora e LOUCA para ver o filme! Já vi tantas resenhas, críticas e reações diferentes das pessoas a esse filme, que, sinceramente, já não sei mais o que pensar! Acho que só vendo para saber mesmo!
Adorei sua resenha, Mari, aliás, como todas!
Beijos,
Gabi – Está Inspirada
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sla, acho q a expressão no rosto da Kristen não muda mesmo, mas fiquei curioso para assistir o filme, quem sabe eu assisto? ai até posso ler o livro se gostar.
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To louca pra ver o filme e ler o livro também!! ótima resenha só aumento minhas expectativas do filme!!
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Não tenho palavras pra expressar o quanto eu quero ver esse filme, infelizmente n li o livro ainda e quero fazer isso primeiro então vou demorar um pouco para conferir. Preciso lembrar de procurar o livro na próxima visita a livraria.
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Eu tenho um dilema: Se eu asssitir o filme eu não vou ler o livro…por isso que muitas vezes eu fico a ver navios quanto aos filmes em cartazes…Hahahaha. Mas se eu ler o livro primeiro eu me dou a possibilidade de assisitir o filme. E agora, assito ou leio??? Sua resenha do filme tá ótima. Bjosss
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Queria assistir o filme, mas vou ler primeiro o livro (agora que fiquei mais curiosa)acho mas interesante assim, ficar sabendo primeiro do enredo e tal.
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Gostei, vou assistir! Eu prefiro dar uma chance para filme primeiro, se eu gostar procuro o livro. Acho que a decepção é maior quando não gosto de um livro, talvez porque demoro mais do que assistir o filme, não sei. haha :P
Follow your dreams
http://www.karolinevendramini.com
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Concordo muito com praticamente tudo que disse! Achei os atores incríveis e me surpreendi muito.
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Via esse livro na livraria, mas nunca dei importância. Depois que saiu em filme e eu vi o trailer, me interessei muito. Não vi o filme ainda, mas acho que pelo fato de ter a Kristen (que eu detesto) me deixou com um pé atrás. Ela é muito sem sal, parece sempre ter a mesma feição e sinceramente? Não vejo nada de mais nela. Espero que meu conceito mude, pelo o que você disse, já que a atuação dela está melhor. :))
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Eu li o livro há alguns anos, pois era obrigatório no meu curso da faculdade, vou ser sincera em dizer que não foi muito apreciado por mim, mas o filme eu vou assistir com certeza!!!
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É bacana por ter sido um brasileiro a fazer a direção do filme mas não tenho vontade de assistir. O excesso de sexo e drogas não precisava ser tão explorado. Acho que foi mais por ter a Kristen no papel principal. Enfim não me atraiu.
Um leve bater de asas para todos!!!!!!!!
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Estive ansiosa para assistir este filme muito antes de ele chegar aos cinemas. Isso tudo por causa de minha fabulosa Stew. Infelizmente, como o esperado, a censura do filme foi alta e eu não pude assistir nos cinemas. Li muitas boas criticas sobre ele, e fiquei muito feliz em saber que ele quebrou muito do preconceito que as pessoas tem em relação à Kris, ainda mais agora com o último filme de Twi se aproximando. Enfim, vou ter que esperar o dvd sair para conferir eu mesma o filme. Também quero muito ler o livro, que me parece ótimo :)
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