Resenha: O Presente do Meu Grande Amor

O Presente do Meu Grande Amor
O Presente do Meu Grande Amor
Organização de Stephanie Perkins,
editora Intrínseca.

EDITORA Intrínseca

Natal é uma época gostosa, cheia de alegrias e sentimentos bons transbordando dos nossos corações. E, mesmo não existindo no Brasil, sempre penso naquela paisagem branca, gelada, com um monte de chocolate quente para fazer a alegria da galera. Pois é!

Por esses e outros motivos fiquei tão contente quando a Intrínseca decidiu lançar um livro com 12 contos de Natal escritos por autores super conhecidos e que poderiam trazer ~aquele~ clima pro meu sofá (ou quarto, ou ônibus, tudo depende de onde estava lendo).

Não vou falar detalhadamente de cada uma das histórias, mas posso dizer que o apanhado geral é MUITO bom. Infelizmente, nem todos os autores foram espetaculares, mas a maioria acertou em cheio na dose de magia e encantamento.

O legal é que cada um deles trouxe suas características mais marcantes (inclusive os universos que criaram em seus livros) para os contos. O caso mais claro foi de Laini Taylor, com “A Garota Que Despertou o Sonhador“, que conseguiu nos dar explicações o suficiente para entendermos o contexto.

Alguns optaram por caminhos clichês e uns tiveram mais sucesso que outros. Enquanto Gayle Forman e Ally Carter foram mais óbvias, sendo essa última responsável por um dos menos legais, Myra McEntire e Rainbow Rowell tiveram mais qualidade e graça na execução.

Apesar de também apelar para clichês, Stephanie Perkins faz uso de suas típicas protagonistas fora do comum para criar uma história envolvente e fofa. Enquanto, por outro lado, fiquei decepcionada com o conto de Devid Levithan, que trouxe um clima mais melancólico que acabou deslocado no livro.

Três autoras se utilizaram de elementos bem mágicos para dar forma às histórias e conseguiram coisas bacanas, mas nada extremamente marcante. Encontre-me na Estrela do Norte, de Jenny Han, conta a história da filha adotiva de Papai Noel e tem um final bastante agridoce, que me deixou com o coração apertadinho.

Kelly Link consegui algo até fofo, mas longe de estar entre os melhores contos, já que acho que faltou mais sentido e desenvolvimento. Holly Black pesou a mão na fantasia e conseguiu uma história boa com um final interessante, que me lembrou porque gosto da autora.

Mas meus destaques ficam por conta de dois autores que eu não conhecia. Sim, eles também usam clichês fofos, mas a execução foi extremamente bem feita e me deixou encantada!

Matt de La Peña, em “Anjos na Neve“, nos apresenta um garoto de coração de ouro, mas com alguns problemas complicados, e uma menina interessante e espontânea que precisa de ajuda com o chuveiro. Vemos um relacionamento surgir e ser construído aos poucos, como deve ser, e – apesar do final “em aberto” – a conclusão consegue nos arrancar um sorriso.

Já em “Bem-vindo a Christmas, Califórnia“, Kiersten White nos apresenta uma mocinha doida para fugir do trabalho como garçonete e de casa, mas que vai descobrir – com uma ajuda mágica e muita comida gostosa – que não entende nada da vida. Ainda. A história é uma delícia e os personagens são super carismáticos.

No fim das contas, o livro foi uma leitura rápida e gostosa, mesmo nos contos mais fracos. É perfeito para quem ainda não quer deixar de lado o clima do final de ano, mas também achei sensacional para quem quer a oportunidade de conhecer novos autores.

Alguns deles com certeza me ganharam a ponto de correr para procurar suas obras que, se forem tão boas quanto seus contos, tenho certeza que vou adorar! Fica a dica. ;)

  1. Olá!
    Mesmo já tendo passado o natal, estou doida para ler esse livro!!
    Ótimo 2015!
    Bjos, Helena

    https://doslivrosumpouco.wordpress.com

  2. Rodrigo disse:

    Só vi comentários sobre esse livro quase no Natal, quando já não dava mais tempo de comprar e esperar chegar. Mesmo assim, vai ficar na minha lista do ano. Eu acho que é um livro bem legal pra ler nessa época.

  3. Eveline Thalita disse:

    Oi Juh!!

    Quem não gosta do Natal?! As pessoas ficam mais amorosas, lembrancinhas e presentes ocupam nossas mentes, além dos cartões e a tradicional ceia. Vejo todos os anos as campanhas de agasalhos, de presentes para crianças carentes, cestas básicas… Que bom se todos os dias fosse Natal! É claro que topo ler estes contos e prolongar o efeito do Natal, mesmo sem a neve. Muitos autores que não conheço, vai ser uma chance para eles me conquistarem.

    Abraços

  4. Oi, td bom?

    Esse livro está na minha lista de Natal para 2015. Não deu tempo de ler em 2014, mas adorei a proposta tb. Li Deixe a Neve Cair e gostei.
    Até porque não conheço nenhum autor nacional que tenha feito o mesmo, vc sabe de algum?

    Beijos!
    Arrastando as Alpargatas

  5. Thiago disse:

    Eu gosto destes livros de contos de autores diversos, pois geralmente acabamos por gastar bastante de algum autor que não conhecíamos.
    Esse livro me pareceu bem interessante, e eu até tinha pensado em arranjar ele, mas acabei deixando pra lá.

    De qualquer maneira, a resenha me deixou curioso, vou mantê-lo na lista :D

    Beijos, Thiago

  6. Cynthia disse:

    Uaaaau. Quantos autores conhecidos. Expectativa a mil com esse livro =D Ótima resenha

  7. Elida Malheiros disse:

    Quaaaase comprei esse livro ano passado, porém fiquei com Deixe a Neve Cair que aliás, gostei bastante. Livros de natal são fofos e me trazem um sentimento de paz lindíssimo!
    Alguns autores desse livro são bem famosos, o que me bate uma curiosidadezinha, mas como o natal já passou e acho q fica meio desfocado ler ele fora de época, espero ler nesse natal de 2015.
    Valeu pela dica Juh e desculpa o sumiço kkkk a vida anda meio enrolada. Mas estou aparecendo de novo :)

  8. Daniele Angelina disse:

    Quero ler .. A capa do original é ainda mais linda … beijos

  9. Nadja disse:

    Amo contos e o jeito que alguns terminam sem concluir nada, deixando a nossa mente da continuidade para o inevitável. Vi esse livro no natal, pensei em compra-lo, mas lembrei da quantidade de livro que já tenho em casa rsrs tive que me controla-la. O pior de livros que apresentam contos é que não são todos que são bons e fica sempre uma comparação inevitável.

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