
Apátrida
de Ana Paula Bergamasco,
editora Todas as Falas.
Essa vai ser uma das resenhas mais difíceis que já escrevi aqui para o blog. E não só porque o livro é muito bom e me fez chorar quase sem parar ao longo de suas 338 páginas. Mas porque a história é tão surrealmente conectada que qualquer detalhe que eu coloque pode ser considerado um spoiler.
Comecei a ler Apátrida há uns oito dias. De férias, deveria lê-lo rápido. Mas a carga emocional da história me impediu de engolir o livro em dois ou três dias. Ler sobre os horrores da Segunda Guerra Mundial mexe muito comigo. E ler sobre isso através dos olhos de Irena mexeu ainda mais.
O livro começa no presente, com o lançamento da biografia da nossa protagonista. Mulher forte, guerreira, sobrevivente. Irmã mais nova de uma família de oito irmãos, Irena viveu feliz por grande parte da infância. Sua felicidade aumenta quando conhece Jacob, um judeu que mora nas redondezas e com quem passa a brincar com frequência.
















Juh Oliveto é a criadora e resenhista de livros do L&B. Tem uma compulsão super saudável por livros que tenta conciliar
